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Xbox planeja demissões em massa para julho de 2026, diz CEO Asha Sharma

A nova CEO da Xbox, Asha Sharma, e o chefe do Xbox Game Studios, Matt Booty, planejam cortes significativos de pessoal no próximo mês, segundo reportagem da Rock Paper Shotgun. A medida marca o que Sharma chama de esforço para "resetar o negócio", após a empresa encerrar o ano fiscal com margem de apenas 3%.

O que motivou o anúncio de demissões na Xbox?

Em carta aberta marcando seus primeiros 100 dias no cargo, Asha Sharma e Matt Booty escreveram que "é importante ter tanto otimismo quanto realismo ao trabalharmos para resetar o negócio". Segundo os executivos, a Xbox encerrará o ano fiscal com margem de accountability de aproximadamente 3%, uma queda em relação ao ano anterior.

Os números revelam um cenário desafiador: excluindo a Activision Blizzard King, nos últimos cinco anos a Microsoft investiu mais de US$ 20 bilhões em conteúdo, plataforma e subsídio de hardware, mas a receita anual da divisão de games caiu quase US$ 500 milhões no período. Phil Spencer, ex-CEO, havia estabelecido meta de margem de 30%, o que evidencia a distância entre o desempenho atual e o alvo corporativo.

Custos de componentes disparam e impactam produção de consoles

Sharma revelou que, ao assumir em fevereiro, o preço dos componentes de armazenamento para console estava duas vezes maior do que no outono anterior. Desde então, esses custos dobraram novamente. Para a temporada de festas de 2027, a empresa espera novo aumento significativo, levando os preços a mais de cinco vezes os valores pagos apenas dois anos antes. Custos de memória seguiram trajetória similar, segundo a executiva.

A CEO afirmou que a Xbox atualmente está "incapaz de produzir tantos consoles quanto os jogadores querem comprar", situação que está moldando os planos para a próxima geração de hardware, codinome Helix. Esse cenário de escassez ocorre enquanto a Microsoft segue como uma das maiores investidoras em infraestrutura de IA, tendo anunciado em abril planos de gastar mais US$ 190 bilhões adicionais em datacenters e nuvem.

Histórico recente de cortes e fechamentos de estúdios

As demissões planejadas se somam a uma sequência de decisões de contenção de custos na divisão de games da Microsoft. Nos últimos anos, a empresa realizou múltiplas rodadas de layoffs, cancelou projetos como Everwild (da Rare) e um MMORPG dos desenvolvedores de The Elder Scrolls Online, além de fechar estúdios inteiros, incluindo Arkane Austin e a desenvolvedora do reboot de Perfect Dark.

A meta de margem de 30% estabelecida por Phil Spencer foi um dos fatores citados para justificar essas medidas anteriores. Incluindo a aquisição da Activision Blizzard King (US$ 69 bilhões), o número de investimentos salta para quase US$ 80 bilhões, o que Asha Sharma questionou abertamente na semana passada ao comentar se o negócio estava valendo a pena.

Estratégia de exclusivos mantida apesar da reestruturação

Enquanto os planos de demissões circulam internamente, Matthew Ball, novo líder de estratégias na Xbox, usou redes sociais para reafirmar que jogos exclusivos como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution permanecerão restritos ao ecossistema Microsoft. Em resposta ao influenciador Jez Corden, Ball escreveu: "Os rumores são falsos. Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution vão permanecer exclusivos. Não existem conversas e nunca existiram conversas sobre reverter o rumo."

A empresa também introduziu nova etiqueta visual nas lojas digitais para identificar títulos exclusivos de console, seguindo o mesmo design das tags de otimização para Series X/S e Game Pass. Gears of War: E-Day já exibe a nova marcação. No mercado de consoles, a Microsoft compete diretamente com a estratégia recém-anunciada pela Sony, que confirmou manter blockbusters singleplayer restritos a PlayStation 5 e futura PS6, segundo Jason Schreier.

A Rock Paper Shotgun não obteve comentários oficiais da Microsoft sobre cronograma específico ou número de colaboradores afetados pelos cortes planejados.

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