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Brasil é o 47º país com banda larga mais barata do mundo

O Brasil ocupa a 47ª posição no ranking global de preços de banda larga fixa, segundo levantamento da Broadband Genie divulgado em fevereiro de 2026. A plataforma britânica de comparação de preços analisou tarifas em 214 países, coletando dados de mais de 2.600 planos de provedores locais. O custo médio mensal no Brasil é de US$ 23,08 (cerca de R$ 114 na cotação atual), posicionando o país próximo das regiões que cobram mais barato no mundo.

Quais países têm a internet mais barata e mais cara?

O Irã lidera o ranking com a banda larga mais barata do planeta: US$ 2,61 mensais (R$ 13). O portal The Register destaca a ironia dessa primeira colocação, já que o governo iraniano costuma restringir o acesso à internet dos cidadãos durante tensões geopolíticas. O baixo valor se deve à forte depreciação do rial iraniano frente ao dólar.

Logo atrás aparecem Ucrânia (US$ 5,35), que mantém redes de fibra eficientes mesmo em meio ao conflito no país, Etiópia (US$ 6,46), Bangladesh (US$ 7,38) e Mongólia (US$ 7,41). O Leste Europeu se destaca como sub-região mais acessível, com custo médio de apenas US$ 15,76 (menos de R$ 80). Segundo o especialista da Broadband Genie Alex Tofts, "as redes de cobre existentes eram tão inadequadas que os provedores optaram diretamente pela fibra óptica, em vez de desperdiçar dinheiro tentando atualizar linhas obsoletas".

Na outra ponta, o território de Wallis e Futuna, no Pacífico Sul, tem a internet mais cara do planeta: US$ 373,88 por mês (mais de R$ 1.850). O valor no arquipélago, com cerca de 11 mil habitantes, mostra na prática a dificuldade logística de instalar e manter redes em ilhas remotas. A América do Norte é a segunda sub-região mais cara, com custo médio mensal de US$ 98,40 (quase R$ 490).

Por que países ricos pagam mais caro pela internet?

Os Estados Unidos amargam a 167ª posição na tabela geral, cobrando em média US$ 80 por mês de seus assinantes. O Canadá aparece em 130º lugar, com tarifa na casa dos US$ 55,26. Segundo Alex Tofts, mercados consolidados sofrem com um custo de vida geral elevado, o que encarece a mão de obra, as operações técnicas e o repasse ao bolso do consumidor.

A constatação do estudo é clara: riqueza nacional não é sinônimo de internet mais barata. O mercado brasileiro de telecomunicações passou por transformação nos últimos anos, impulsionada especialmente pelos provedores regionais de internet. O aumento da concorrência fora dos grandes centros e a substituição das antigas redes de cobre pela fibra óptica ajudaram a democratizar o acesso e a manter os preços em patamar competitivo.

Internet barata significa internet de qualidade?

Embora o usuário brasileiro ainda esbarre em questões de estabilidade e qualidade de atendimento, do ponto de vista financeiro o valor médio cobrado por aqui é mais acessível do que em diversos mercados de primeiro mundo. O levantamento da Broadband Genie avaliou contratos em diversas faixas de velocidade, excluindo planos corporativos e pacotes com TV ou telefone para garantir a precisão da comparação.

A pesquisa mapeia o custo da conectividade de alta velocidade ao redor do globo, um serviço que facilita desde o trabalho remoto até serviços de saúde e educação. A posição brasileira no ranking reflete a expansão da infraestrutura de fibra e a competitividade crescente no setor, mesmo com os desafios de qualidade que ainda persistem.

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